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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sutiã!

Em minhas andanças sobre informações e curiosidades, fui descobri que o sutiã também surgiu no início do século XX (juro que vou passar desse início logo)! Digo, o sutiã moderno, parecido com oque conhecemos hoje, porque ao longo dos muitos anos na história, as mulheres criaram artifícios de sustentação aos seios, sejam as gregas enrolando panos,ou mesmo os espartilhos.
E não é que é polêmica a história dessa peça...Parece que foi criado por três pessoas, um francês e duas americanas, em anos diferentes! Paul Poiret, o francês, decretou o fim do espartilho com vestidosde novos modelos que não funcionavam com espartilho. Mary Phelps Jacob inventou e patenteou (em 1914) o sutiã, e parece que ainvenção surgiu de tamanha insatisfação de dançar com espartilho. Mas, em 1893 já havia sido patenteado um modelo criado por Marie Tucek, conhecido como‘porta-seios’.
O mais inacreditável dessa história é que a MaryPhelps Jacob – a patentear o‘sutiã’ – vendeu sua patente para a Warner Bros,pois achou que não iria vingar. Coitada dela, essa ai sabe o que perdeu!

A esqueda, modelo de 1893, e a direito o de 1914.

Como tudo nessa vida, o sutiã envelheceu e sofreu modificações, já foi até símbolo de opressão para asmulheres. E já fez 100 anos! Em 1907 a Vogue mencionará o sutiã e essa data foiconsiderada o ‘nascimento’ dele.


Esse é o modelo da décadade 20. O importante aqui era achatar os seios. Acho que foi o único período dahistória feminina em que as mulheres não queriam ter peito. Os anos vinte foram muito revolucionários!


Nos anos 30, 40 e 50 odesejo era ter seios empinados, surgiram modelos com bojo, estruturados, commais enchimento e em 50, em nylon.


Nos anos 60 adolescentes viram um publico de interesse aos fabricantes,os sutiãs ganham ar mais angelical, com estampas florais. No final da década, as mulheres queimam seus sutiãs no movimento feminista.
Em 70, as mulheres aboliram o uso da peça, que começou a usartransparência e rendas em sua confecção. (Em 1977 a Victoria’s Secret foifundada)


Em 80 e 90 surge a Lycra e misturada ao algodão, conforto se torna a palavra de ordem.
Madonna lança moda, com o modelo do Jean Paul Gaultier que ficou eternizado,e tornou a underwear em outwear.


Hoje a peça está cheia de tecnologia. Os diversos modelos de sutiãs se adaptam a qualquer tipo de decote. O efeito desejado é o 'efeitosilicone'. Enquanto não se coloca a prótese tem o sutiã, hahaha.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cordel Encantado


Antes de começar o blog, ou a pensar seu assunto, eu já sabia que em algum momento ia colocar Cordel Encantado e aqui está: O figurino maravilhoso dessa novela.
Eu vejo novela, mesmo se acho chata, vejo, mas sempre foi só a das 21h. Ai, surgiu Cordel, com uma história surreal e cativante, imagem de cinema, atores excelentes, locações lindas e figurino, como disse antes, maravilhoso. Não perdi um capítulo desde então.



Eu não consigo descobrir a época em que se passa a novela, meu palpite é entre 1910 - porque já havia cinema mudo e carro – mesmo período do post passado, da Belle Époque.

A novela mistura várias culturas nas roupas: a realeza européia, o sertão do Brasil, o Brasil da capital e o cangaço. A realeza possui as roupas mais glamorosas, bastante jóias, cintos, casacos e as cores das roupas são mais fechadas. No sertão as roupas são mais simples, sem extravagância, com muito tricô e cores mais pasteis ou estampas floridas. As roupas da capital parecem mais sóbrias, sempre bastante preto, branco e alfaiataria. O cangaço é couro, possuem bastante acessórios, anéis, broches (no caso seriam jóias roubadas, não?), o chapéu característico, a sandália, também de couro (que particularmente acho muito engraçado) e a sobreposição de roupas, sempre várias camadas.


Focando as alguns personagens temos:


A jornalista da capital, a Penélope, que chega arrasando com um terninho masculino, chapéu e óculos redondo no interior do Brasil em 1900 e seu carro vermelho, bem contemporânea ela, não? Óculos redondo + certa androgenia + carro vermelho, para finalizar o corte de cabelo na nuca.


O Farid que um turco, mas suas roupas são uma mistura de árabe + indiano + sertanejo. A calça e o chapéu do personagem são marcantes em sua caracterização.


A Doralice representa o estilo da capital do Brasil, mais séria, mas elegante. O Fubá, Doralice homem, também é uma graça. O óculo e o lencinho e as roupas meio largas dão um ar de mistério e valentia a um homem frágil.


A Ursula com seus vestidos mais justos e decotados além de cores escuras, entre bordô, preto, verde esmeralda, sendo uma personagem mais sexy. Carlota e seu figurino todo rosa.


A Rainha Helena - de Serafia - já seria mais careta, no entanto, linda, seus vestidos são mais imponentes, maiores, mais gordos e ela sempre está com um acessório no cabelo;


A Florinda, o estilo de Brogodó, se destaca com seus babados, cintos largos e bastante cores. Sem contar o cabelo longo e todo cacheado.

O rei e a rainha no Brasil.

Início do século XX



Existiu algo interessante antes da maravilhosa década de 20? Claro, né! Havia muitos babados, espartilhos, chapéus, rendas e muita ostentação, mas não é por isso que não é bonito. Acho que todos já se imaginaram vivendo assim incrivelmente, à la Maria Antonieta.

Mas sem exageros: o início do século XX foi marcado pela tradição do século anterior e na moda prevalecia a herança dos vestidos extravagantes que prezavam a forma ao conforto. Tanto é que o espartilho era usado para marcar o corpo da mulher, acentuando sua postura e projetando o busto para frente, deixando-as com cinturas finíssimas. Além disso, o corpo feminino deveria ser todo escondido, inclusive as botas eram usadas para que as canelas não aparecessem.

Plumas, babados, rendas, pérolas e volume eram essenciais, as cores eram predominantemente em tons pastel.


O período que vai do final do XIX até a I Guerra (1914) e que ficou conhecido como Belle Epoque foi característico de Paris. As parisienses, desde já, eram objetos de inspiração para as mulheres pelo mundo.
Podemos ver a Belle Epoque no filme Moulin Rouge e até nas ilustrações sobre o cabaré. Dentre outros, o filme Cheri também dá para se ter uma ideia desse período, mas de um ponto de vista diferente de Moulin Rouge.




Não temos como reviver esse período na moda, digo transformá-lo em tendência ao pé da letra, mas sempre podemos pegar referências. Os eventos de gala da realeza, por exemplo, me lembram muito essa época, os chapéus e as cores são bem releitura da época e que se tornaram dress code hoje. Pena que são poucos que podem aproveitar.



Esses são vestidos de gala da Rainha Elizabeth